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segunda-feira, 14 de julho de 2008

Olimpíadas 2008 e a difícil missão brasileira


Infelizmente temos que ser realistas: as chances de medalha no hipismo são bem remotas.
O hipismo brasileiro vem crescendo muito nos últimos anos, os negócios em torno do esporte também, e o que é melhor, as pessoas têm se mostrado mais interessadas. Os grandes criadores estão investindo bastante em pesquisas, manejo correto, treinamento dos animais e o mais importante: nos cavaleiros.
Além da criação se profissionalizar cada vez mais, os ginetes também têm procurado se aprimorar. Embora a maioria ainda "engatinhe" na equitação, temos vistos muitas pessoas se preocupando com a equitação aquí no Brasil. Eu, particularmente, criei este blog com a finalidade de contribuir em alguma coisa com este esporte nobre e milenar, mas vejo que há também muita gente que contribui ensinando a equitação moderna e tentando mudar as diretrizes do hipismo por aquí.
Temos muitos cavaleiros(as) que vão pra Europa e retornam nos passando os ensinamentos adquiridos nos Maneges de lá. Há também alguns que guardam os segredos para sí, estes infelizes certamente verão suas carreiras encurtadas.
A profissionalização do hipismo no Brasil ainda é lenta, mas o assunto agora é Olimpíadas, vamos deixar o primeiro para depois.

Nesta Olimpíada teremos grandes cavaleiros, todos que estão na equipe brasileira possuem grande habilidade e experiência internacional, exceto a equipe pioneira do Adestramento, que pra mim já é vitoriosa.
Mas o problema então qual seria?
Eu respondo:
São dois: o conjunto e os adversários.
Os conjuntos brasileiros são muito recentes.
No salto, Rodrigo pessoa entrará com Rufus, um KWPN de boa técnica mas que precisa desenvolver um pouco mais de força e velocidade. Acredito que futuramente possa trazer mais alegrias. Por enquanto, não vejo muitas possibilidades de sucesso em provas fortes.
Acostumado com a sela de Baloubet, um dos melhores cavalos de todos os tempos, e que foi sua principal montaria por uma década e lhe deu seus principais títulos, Rodrigo Pessoa ainda tenta formar conjunto com Rufus.
Doda, na minha opinião o que terá melhor chance nesta Olimpíada, é o brasileiro melhor colocado no ranking da FEI. Sua égua Picolien, KWPN , é excelente e os dois estão melhorando a cada concurso e buscando uma sintonia perfeita.
Bernardo Alves é um bom cavaleiro, mas o animal que levará para Hong Kong, Chupa Chup 2 ainda não é o ideal para grandes provas, seu principal cavalo, o Canturo, vem se recuperando de uma lesão e não obteve bons resultados.
A quarta integrante da equipe é a Camila Mazza, a única e merecida estreante em Olimpíadas. Sua boa participação nas seletivas aquí no Brasil teve seguimento na Europa. Sempre constante, demonstrou confiança e conseguiu sua vaga com o Sela Belga Bonito Z, um excelente cavalo que se recuperou de uma doença neurológica e voltou a saltar em 2007 obtendo ótimos resultados logo de cara. Um animal com boa força, corajoso, técnico e, na minha opinião, o melhor cavalo em atuação no Brasil. Estão ainda na disputa por uma vaga: Pedro Veniss, Luis Felipe Azevedo, Totty e Yuri Mansur.
Os nossos concorrentes estão dois passos na frente. Possuem excelentes cavalos, bem treinados e com conjunto já formado. Sem contar a vasta experiência em provas deste nível.
Para mim, a equipe favorita é a da Alemanha. Formada por Meredith Beerbaum, excelente amazona, de muita técnica e frieza, nº1 do ranking da FEI, com seu cavalo Shutterfly, um Hanoveriano muito forte, experiente e rápido serão candidatos ao ouro no individual; Ludger Beerbaum, que dispensa comentários, montará All Inclusive, um Westfallen rápido, forte, técnico e corajoso, também candidato ao ouro individual e Christian Ahlmann/Cöster, Marco Kutsher/Cornet Obolensky são conjuntos magníficos.
A Inglaterra com John e Michael Whitaker, Tim Stockdalle e Ben Maher também são favoritos por equipes e darão trabalho no individual.
Os EUA com Beezie Maddem/Authentic, rápidos e técnicos, favoritos ao ouro; Laura Kraut/Cedric; McLain Ward/Saphire; Will Sinpson/El Campions serão favoritos ao ouro individual e por equipes.
Continua...

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Rodrigo Pessoa sacrifica Copa do Mundo por Olimpíada


Três vezes campeão da Copa do Mundo de hipismo, o brasileiro Rodrigo Pessoa abriu mão de participar de mais uma final do evento pelos Jogos Olímpicos de Pequim. Pré-selecionado para a etapa final da seletiva olímpica, ele vai priorizar a briga pela vaga em detrimento da luta pelo tetra.
A final da Copa será disputada neste final de semana, em Gotemburgo, Suécia. "Rodrigo se classificou para a final da Copa do Mundo, mas optou por não participar para se concentrar na Olimpíada", explicou o pai do ginete e membro da comissão técnica da Seleção Brasileira de salto, Nelson Pessoa.
Tendo o sela holandesa Rufus como montaria principal, Rodrigo utilizará o Global Champions Tour, cuja etapa de encerramento será o Athina Onassis International Horse Show, em São Paulo, como principal circuito preparatório. Além do atual campeão olímpico, os cavaleiros Bernardo Alves e Álvaro Affonso de Miranda Neto, o Doda, farão o mesmo. Montando, respectivamente, Chupa Chup 2 e AD Pecolien Zeldenrust.
Até a definição do grupo olímpico, em julho, haverá quatro etapas do evento. A próxima em Hamburgo, na Alemanha, de 1º a 4 de maio, depois em Cannes, na França (12 a 15 de junho), Monte Carlo, em Mônaco (26 a 28 de junho) e Estoril, em Portugal (10 a 12 de julho). Duas etapas depois, Holanda e Arezzo, a competição termina no Brasil, em outubro.
Rodrigo não participou do evento de abertura do calendário, em Doha, há uma semana, porque optou por disputar o circuito de Palm Beach, nos Estados Unidos.
"Após o Pan, Rufus estava muito cansado. Ele competiu cansado em São Paulo (no Athina 2007) e precisava descansar. Ele começou este ano em Palm Beach porque era um evento que se prestava bem ao desenvolvimento do cavalo com participantes de alto nível", destacou Nelson Pessoa.
O Brasil disputará os Jogos de Pequim com cinco cavaleiros na equipe ¿ quatro titulares e um reseva. O anúncio do quinteto olímpico será feito em julho.
Atualmente, os cinco conjuntos que conquistaram a vaga olímpica com a medalha de bronze nos Jogos Pan-Americanos, entre eles Rodrigo e Bernardo, estão pré-selecionados. Camila Mazza de Benedicto e Bartholomeu de Barros Miranda Neto, classificados pelas seletivas brasileiras, também estão. Assim como os medalhistas olímpicos Doda e Luiz Felipe Azevedo (dois bronzes), observados nos eventos europeus.
Ao contrário dos conjuntos que têm base na Europa, a dupla "brasileira" Camila e Miranda Neto não poderá mostrar serviço nos principais eventos da programação. Isto porque os Concursos Internacionais têm número limitado de participantes e priorizam os melhores classificados no ranking internacional.
Rodrigo (67º), Bernardo (35º) e Doda (38º) são os únicos brasileiros entre os 100 melhores do ranking internacional. A lista considera os 50 melhores resultados obtidos pelos cavaleiros desde o início do ano.

Gazeta Press