quinta-feira, 27 de março de 2014

Hipismo brasileiro nos Jogos Sulamericanos

O Brasil mostrou mais uma vez que é a maior potencia sulamericana neste esporte. Com apresentaçoes impecáveis, a equipe de Adestramento "fechou"o pódio com a medalha de ouro, prata e bronze e a medalha de ouro por equipes. E a de Salto de Obstáculos faturou a medalha de prata por equipes e o ouro, prata e bronze na final individual. No Adestramento, o jovem talento Joao Victor Marcari Oliva, conquistou a medalha de ouro montando Xama dos Pinhais e alcançando a nota de 70,781%, uma nota acima dos padroes brasileiros em competiçoes internacionais. Joao Paulo dos Santos e Veleiro do Top, ficaram com a prata alcançando a nota 68,983% e Leandro Silva com Di Caprio,68,281% ficando com o bronze. Para completar o time, Pia Aragao,montando Zepelim Interagro ficou em sexto lugar com a nota 65,750%. Um resultado excelente que garantiu a presença do Brasil nos proximos Jogos Panamericanos. No Salto de Obstaculos, a equipe formada por Cesar Almeida/Vanity Imperio Egipcio, Zé Roberto/Radiator JMen, Sergio Marins/Land Peter do Feroleto e Felipe Amaral/Cartoes BZ garantiram a medalha de prata e a vaga para os Jogos Panamericanos. Na final individual, outro jovem talento nacional, Felipe Amaral, desbancou cavaleiros mais experientes e faturou o ouro com o espetacular Cartoes BZ fazendo pista limpa em todas as provas. A prata ficou com Cesar Almeida e o bronze com Sergio Marins. Parabéns aos nossos atletas!

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Berço do Lusitano passa dificuldades

Fundada em 1748, a coudelaria tem hoje dois milhões de euros em dívidas aos fornecedores e futuro incerto. A seguir ao desmame os poldros de pelagem castanho-maduro vão para uma ilha no meio do Tejo. Livres até aos três anos. As éguas ficam na Coudelaria para serem inseminadas pelos garanhões. Os melhores machos são trabalhados na Escola de Arte Equestre. E exibem-se. É a raça de cavalo Lusitano Real - a que o rei D. João V quis preservar e que, na nossa República, vive momentos negros. A Fundação Alter Real - que através da Coudelaria de Alter do Chão é a responsável pela criação do cavalo lusitano e pela manutenção dos registos genealógicos da raça - "tem de ser saneada financeiramente", defende fonte conhecedora. "Há problemas com fornecedores para o dia-a-dia e com pagamentos salariais dos 97 trabalhadores [mas não há ordenados em atraso]". Há cavalos por ferrar. E alimentação de 500 animais em risco. O jornal Domingo apurou que a Fundação precisa de 1,3 milhões de euros por ano para funcionar. Antes da criação da Fundação, em 2007, o Serviço Nacional Coudélico (depois extinto) tinha dois a três milhões de euros de financiamento do Estado. Com a criação da Fundação passou para 700 mil. Pior: "O orçamento de Estado deste ano contempla zero", garante a mesma fonte. "Há risco para os cavalos porque os fornecedores têm pagamentos em atraso. O passivo ronda os dois milhões de euros". O principal fornecedor de rações da Coudelaria de Alter do Chão garante que o abastecimento, para já, não está em risco. "Connosco está tudo regularizado. Fizemos um plano de acordo de pagamento que está a ser cumprido", explica João Arruda, da Intacol, escusando-se a revelar o valor da dívida e o número de meses em que esta foi fraccionada. A situação extremou-se desde que em Dezembro último o presidente da Companhia das Lezírias, António de Sousa, doutorado em Gestão e docente da Universidade de Évora, que por inerência dirigia a Fundação, abandonou o cargo - desde Julho que avisava o Ministério da Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento do Território de que iria tomar essa decisão. "Havia um plano de reestruturação, viabilidade e sustentabilidade da Fundação Alter Real que, quanto a mim, se tivesse sido posto em prática a situação não estaria onde está" - explica António de Sousa, numa curta declaração que justifica também a razão do seu afastamento. SEM ADMINISTRAÇÃO Um mês e meio sem nova administração foi suficiente para o agravar da situação financeira: "Para passar cheques é preciso a assinatura do presidente e de mais um elemento da administração", diz uma fonte. "Até para pagar a conta da luz é preciso". Questionado, o Ministério da Agricultura apenas esclareceu que "dentro de dias tomará posse o novo presidente da Companhia das Lezírias, que por inerência presidirá também à Fundação Alter Real. Consideramos que esse será o momento oportuno para prestar todos os esclarecimentos relativos ao orçamento e funcionamento da mesma". Fica também por saber o resultado de uma inspecção-geral encomendada pela tutela do anterior Governo. Ao silêncio remeteu-se ainda o presidente da Câmara Municipal de Alter do Chão, Joviano Vitorino, que permaneceu no conselho de administração da Fundação - juntamente com Bernardo Alegria - após a saída do presidente. António Pimentel Saraiva, 49 anos, licenciado em Agronomia e Agropecuária, foi o escolhido para ocupar o cargo vago. Já esteve à frente da Associação para a Protecção das Plantas e pertenceu à direcção do Sistema Integrado de Gestão de Resíduos em Agricultura. Sendo que ultimamente estava dividido entre Lisboa e Madrid, na direcção ibérica da Syngenta, uma empresa mundial focada no negócio agrícola. "Não é um ‘boy' da política. Não o conheço pessoalmente, mas pelo que oiço dizer é um profissional com um certo prestígio" - afirma o arquitecto Arsénio Raposo Cordeiro, vice--presidente da Associação Portuguesa do Cavalo Puro Sangue Lusitano. E apressa-se, no entanto, a ressalvar que "o cavalo lusitano só depende dos criadores, é uma coisa muito para lá destas instituições do Estado". Entre os cerca de 400 criadores existem duas mil éguas em Portugal. "O que está lá [na Coudelaria de Alter do Chão] à responsabilidade do Estado é o património genético da raça, que interessa manter e melhorar - e que têm tentado fazer, mas fazem-no sem meios. A outra função é fornecer reprodutores aos criadores, mas pouca gente ou ninguém os usa. As coudelarias do Estado entraram em grande decadência por falta de cuidado da tutela". 40 NASCIMENTOS Começou a época da reprodução. Na Coudelaria de Alter do Chão, a eguada que pasta na Tapada do Arneiro, composta por 60 éguas de ventre, recolhe ao estábulo das 10h30 até às 15h30. Ainda só nasceram duas crias, mas a partir de agora os nascimentos são galopantes até meados de Maio, início de Junho. Nascem cerca de 40 por ano. É tudo feito por inseminação artificial, respeitando um plano de emparelhamento. Escolhe-se o garanhão para cada égua, recorrendo a sémen fresco ou congelado. "O objectivo é termos um poldro que seja melhor do que o pai e a mãe. Primeiro, para obtermos cavalos que sirvam para performances desportivas, como a ‘dressage', atrelagem, obstáculos. E, segundo, para fornecer a Escola Portuguesa de Arte Equestre", explica o engenheiro Francisco Beja, coordenador do departamento de coudelarias. "O nosso objectivo não é produzir cavalos para vender. Ainda que aqueles que não sirvam os nossos interesses, ou sejam um excedente, se vendam no nosso leilão anual, no dia 24 de Abril". Dez mil euros vale um potro quando está ‘desbastado' (trabalhado). Um garanhão pode ir aos 15 mil. E uma égua aos seis mil euros. Já a venda de sémen, pode render entre mil e 1500 euros. França, Espanha, Inglaterra, Brasil, Alemanha e Holanda são países interessados nos cavalos lusitanos. "Oficialmente, a época de reprodução já começou e não há grandes pedidos de sémen. É o reflexo da crise" - explica Francisco Beja. Os melhores cavalos ficam entregues à Escola Portuguesa de Arte Equestre, em Queluz, que tem por missão dar espectáculos para promover a raça. Acontece que a crise que afecta a Fundação Alter Real está também a pôr em risco uma das quatro melhores escolas do Mundo. "Estamos na pior situação económica de sempre. Devemos aos fornecedores. E os ferradores já não querem ferrar os cavalos porque não se lhes paga atempadamente", lamenta o director, Filipe Graciosa. "Tudo indica que a Escola passará para a gestão do Parque de Sintra Monte da Lua. O que me agrada, porque isto chegou a um desespero que não sabemos onde vai dar", adianta o director. "Mas sou da opinião de que deveríamos continuar com o cavalo de Alter do Chão". Dos 50 e poucos cavalos da escola, 20 por cento não estão a ser trabalhados e os restantes fazem-no em más condições. "Para nós, é vergonhoso", diz Filipe Graciosa. "Tenho momentos de alguma tristeza ao ver a falta de condições a que chegámos. A alimentação dos animais está em risco. É gravíssimo. Hoje em dia só somos fornecidos por consideração à minha pessoa", acrescenta. Um dos cavalos que tem dado que falar é o ‘Rubi'. Irá aos Jogos Olímpicos de Londres, este ano. Filipe Graciosa explica que a proeza só foi possível graças ao facto de o cavalo ter sido vendido (por 110 mil euros) a Christine Jacoberger, que por sua vez o colocou à disposição do cavaleiro Gonçalo Carvalho, da Escola, para o trabalhar. "Senão a Escola não tinha condições para este percurso". Outro dos negócios foi a venda de 50 por cento do ‘Viheste', por 110 mil euros, a um criador brasileiro, numa estratégia entre os dois países para difusão do cavalo lusitano, explica uma fonte conhecedora do negócio. Manter tanto o ‘Rubi' como o ‘Viheste' custa por ano 50 a 60 mil euros. Justifica-se por isso a venda e os proprietários continuam a fornecer sémen à Coudelaria de Alter do Chão para reprodução ou para venda. RAÇA VENCEDORA ‘Da Vinci' é filho do ‘Viheste'. Tem três anos. Acabou de chegar da ilha no Tejo e, na Coudelaria de Alter do Chão, vai passar pela unidade de desbaste, selecção e estágio. É aqui que se percebe se herdou os genes do pai. ‘Coronel', filho do ‘Rubi', herdou comprovadamente. É campeão nacional na categoria de cavalos de quatro anos. O cavaleiro Duarte Nogueira, 46 anos, explica que o ‘Coronel' é "um cavalo que tem os três andamentos bons - passo, trote e galope -, muito nobre, sabe distinguir o que é trabalho do que é lazer. É muito inteligente". Com 27 anos de experiência e muitos prémios entregues à Coudelaria de Alter do Chão, ajuíza que em todos esses anos "os cavalos lusitanos têm evoluído bastante em termos de andamento, morfologia e temperamento. Eles têm evoluído tanto como a tecnologia: cada vez se fazem cavalos melhores". É no picadeiro que se vê a garra de um cavalo. O ‘D. Elias' chegou há pouco tempo da ilha e numa das primeiras vezes que é montado, ao som da rádio M80, reage com nobreza. No meio desta beleza natural alentejana, cerca de 25 mil visitantes anuais - cada bilhete de entrada custa até cinco euros - tomam contacto com a raça lusitana. Sendo que, várias fontes ouvidas, consideram que este espaço pode receber três vezes mais visitantes. As instalações - 16 hectares de telhados (equivalente a 16 campos de futebol) - foram recuperadas nos últimos 15 anos, num projecto do arquitecto Arsénio Raposo Cordeiro. "Aquele espaço só precisa é de gestão". Todos os dias, por volta das 15h30, a bucólica paisagem começa a ser preenchida pelas éguas. As portas da cavalariça abrem-se e elas correm livres e ordeiras para os pastos, seguidas pelas crias. Se o tempo fosse de chuva, os campos estariam mais verdejantes e haveria mais alimento - não confinando a alimentação futura às rações. Mas é ali também, entre azinheiras e ao luar, que nascem os poldros. Só na companhia das mães. REPRODUÇÃO É SEMPRE POR INSEMINAÇÃO ‘Ruela' é uma égua impulsiva; ‘Beirão' é calmo. É o cruzamento perfeito. Mas eles nunca se chegam a conhecer. A veterinária responsável pela reprodução, Maria José Correia, encarrega-se de recolher o sémen do cavalo e de inseminá-lo de seguida na égua, de acordo com um plano de emparelhamento. Muitas vezes o sémen é congelado, como o de cavalos como o ‘Viheste', que está no Brasil, ou o ‘Rubi', que já não pertence à Coudelaria. A veterinária justifica que, entre as vantagens da inseminação, o método evita a transmissão de doenças e agressão. Mas, principalmente, o sémen permite ser inseminado em várias éguas, congelado ou vendido. Fonte: Correio da Manhã - Portugal

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Cólicas em cavalos

A impactação intestinal, também
conhecida como cólica, tem ocorrido frequentemente em cavalos de alta performance; infelizmente ela tem sido fatal. Mas isso não é privilégio dos cavalos de esporte, em cavalos de passeio isso também ocorre, embora de maneira menos frequente. Com o objetivo de esclarecer alguns pontos e derrubar alguns mitos, reproduzo abaixo um texto do veterinário Andre Cintra sobre o assunto: "As cólicas são, injustamente, atribuídas à ração que se oferece ao animal. As causas da impactação, como na maioria das cólicas, estão associadas a um mau manejo. O volumoso, alimento natural e ideal do cavalo, também pode, quando mal manejado, causar cólica nos animais. As causas da impactação podem ser: 1.Utilização de fibras grosseiras: de baixa digestibilidade, é a principal causa deste tipo de cólica. Estas fibras podem ser oriundas de: 1.1.Feno cortado além do ponto, ficando com o talo muito grosso; 1.2.Feno deixado secar por tempo demasiado, ficando com o talo muito ressecado; 1.3.Capim fresco do tipo elefante (napier, colonião, etc.) cortados além do ponto ideal ficando com o talo grosso e ressecado. 2.Mastigação deficiente: ocasionada por problemas dentários; 3.Consumo de água inadequado: proporcionará fezes ressecadas; 4.Tédio: que poderá levar o animal à pica (ingestão de corpos estranhos, da cama, de areia, etc.); 5.Consumo de Água Inadequado: em cursos naturais rasos, como rios e lagoas, onde o animal ingere areia do fundo juntamente com a água. 6.Verminótica: causada após vermifugação em animais jovens com parasitismo intenso. Apesar dos sintomas aparentes mais leves, a gravidade deste tipo de cólica é alta, levando, na maioria das vezes, o animal à cirurgia e também ao óbito. Considerações Específicas: Os movimentos intestinais (peristáltico, anti-peristáltico, segmentar e pendular) são movimentos induzidos por estímulos mecânicos; a ingestão exagerada de alimentos grosseiros, de baixa digestibilidade, provocará problemas no processo digestivo. Com o oferecimento de volumosos grosseiros, ou em animais com problemas de dentição, teremos fibras de baixa digestibilidade, ricas em lignina, e o movimento peristáltico poderá ser aumentado causando cólicas do tipo espasmódica. Este aumento exagerado dos movimentos peristálticos poderá levar a quadros mais graves como volvo (torção de alça intestinal no eixo do mesentério), torção (torção de alça intestinal no seu próprio eixo) ou intussussepção (invaginação de porção do intestino para dentro da porção seguinte). Se houver uma sobrecarga desta fibra de baixa qualidade, ocorrerá uma estagnação do bolo fecal. Isto também pode ocorrer pela ingestão de corpos estranhos, que bloqueará a passagem do alimento. Se esta estagnação ocorrer no Intestino Delgado, chama-se Quimostase. O curso deste tipo de cólica é rápido, variando de 6 a 12 horas no duodeno e jejuno e de 2 a 4 dias no íleo. Se for no duodeno e jejuno, observam-se crises de dor violenta, o animal cai e levanta rapidamente, pode ocorrer icterícia por crise toxêmica do fígado, há desidratação por obstrução do ciclo da água. Caso ocorra no íleo, há inquietação, perda de apetite, olhadas para o flanco direito, animal fica em posição de micção, levanta e bate a cauda. A morte pode ocorrer por ruptura de alça intestinal, dilatação gástrica secundária ou por enterotoxemia. Se ocorrer no Intestino Grosso, normalmente no ceco, na flexura pelviana do cólon e no início do colon menor, chama-se de Coprostase. Também pode ser causada por intoxicação por amitraz (carrapaticida). Os sintomas desenvolvem-se gradualmente. As crises de dor são fracas e podem durar dias. Os animais deitam-se com cuidado, olham o abdômen, assumem posição de micção, a eliminação de fezes é rara e em pequenas quantidades. Em um bom processo digestivo, o conteúdo do intestino delgado é semi-líquido, ficando mais firme no intestino grosso, onde ocorre absorção de água. O cavalo produz, em média 40 litros de saliva (animal de 400 kg) por dia. Esta quantidade estará aumentada conforme o alimento seja mais grosseiro e diminuída se o alimento for tenro. Se houver ingestão ineficiente de água, haverá problemas no processo digestivo, aonde o alimento já chegará ao estômago mais ressecado e mais ainda no intestino grosso, causando a impactação por fezes ressecadas. No caso de verminose intensa, ao se utilizar um vermífugo altamente eficaz, que age inibindo a transmissão neuro-muscular dos helmintos, estes ficam paralisados no Intestino Delgado, se enovelam causando obstrução, impedindo a passagem do alimento. Pode ocorrer refluxo nasal contendo vermes (Parascaris equorum). Ocorre uma ação alérgena e tóxica dos vermes mortos que pode levar o animal a um choque toxêmico. Pode-se ainda observar perfurações ou rupturas intestinais, peritonite, intussussepção. PREVENÇÃO Como todas as cólicas, um bom manejo alimentar é fundamental para se prevenir e evitar a impactação. Fibras A utilização de fibras de boa qualidade deve ser condição primordial para um bom manejo alimentar. Se utilizar feno, observe a qualidade deste feno, se não está com talo exageradamente grosso e se não está ressecado demais. Se utilizar capim picado, não deixe passar o ponto ideal de corte que está ao redor de 1,60 e 2,20 de altura. É comum observarmos no período de sêca, capineiras com 3 , 4 e até 5 metros de altura. Muitos tratadores tentam minimizar isto picando este capim bem curto e muitas vezes colocando um pouco de farelo de trigo por cima para o cavalo comer o capim. Isto não só não melhora a digestibilidade do alimento como obriga ao cavalo ingerir alimento de baixa qualidade nutricional e que pode causar os problemas descritos. O ideal é oferecer este capim inteiro ou picá-lo com um tamanho acima de 5 cm. Desta forma o cavalo ingere apenas a porção de qualidade do volumoso. Dentes Uma avaliação das condições dentárias de seu cavalo é muito importante para se prevenir de problemas no futuro. Hoje já existem diversos veterinários que estão se especializando em odontologia eqüina. Água Devemos avaliar as condições em que nossos animais ingerem a água. Ela está disponível sempre fresca e limpa e à vontade? Se o animal bebe em rio ou lagoa, será que ele está ingerindo somente água ou também areia? Tédio Será que as condições de vida que meu animal leva são adequadas? Ele é solto todos os dias? Ele está sendo alimentado adequadamente? Ele está com vícios, como pica, ingerindo substâncias que podem ser prejudiciais a ele? Vermes A aplicação periódica de vermífugos eficazes desde os 30 dias de vida do animal deve-se ser realizada, com repetições a cada 90 dias por toda a vida do animal. Caso haja suspeita de alta infestação em um animal jovem, deve-se proceder a uma aplicação de vermífugo mais fraco, ou sub-dose de um vermífugo de boa qualidade e, após 20 dias, deve ser aplicado a dosagem normal de um vermífugo eficaz. Como toda e qualquer enfermidade que acomete os animais, o tratamento deve ser feito sempre por um veterinário. Aos primeiros sinais de alterações do comportamento que possam ser suspeitos de doença, não exite em chamar um profissional de sua confiança. Confie também a este profissional de sua confiança dicas para o bom manejo de seu amigo equestre."

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Plínio Soares Junior e Shaady Cury Junior assumem presidência da Federação Paulista de Hipismo no biênio 2012/2013

Na noite dessa terça-feira, 10/1, a eleição da presidência da Federação Paulista de Hipismo (FPH) para o biênio 2012/2013 movimentou a Sociedade Hípica Paulista. Sagrou-se vencedora a chapa formada por Plínio Soares Junior, presidente, representando a Sociedade Hípica de Campinas, e Shaady Cury Junior, vice, a Sociedade Hípica de Ribeirão Preto. Também foram eleitos membros do Conselho Efetivo William Pereira, Milton Julião Marcondes e José Fernando Moreira Monteiro da Silva e os Suplentes Márcio Urbano, Tiago Ferreira de Camargo e Luciano Figueiredo Cristofani. Tiveram direito a voto a Associação Paulista de Medicina, Centro Hípico e Haras Agromen, Centro Hípico Capi, Centro de Treinamento e Haras Cooper, Clube de Campo de São Paulo, Clube Hípico de Santo Amaro, Haras Campos Salles, Hípica Manège Alphaville, Sociedade Hípica de Campinas, Sociedade Hípica Paulista e Sociedade Hípica de Ribeirão Preto. Rafael Christianini presidiu a mesa e José Antonio Miguel Neto atuou com secretário. A votação fechou com 2527 pontos para a chapa vencedora contra 916 da chapa formada por Eduardo Caldeira e José Batista Filho, respectivamente, presidente e vice, na gestão 2010/2011. A eleição transcorreu em clima de tranquilidade e entre as deliberações foram aprovadas por unanimidade a filiação do Haras Manoel Leão e a Equitação de Trabalho como nova modalidade sob chancela da FPH. Também foi marcada nova Assembleia Geral para definição do Calendário 2012 que acontece no Clube Hípico de Santo Amaro, em 1/2. O ex-presidente Eduardo Caldeira colocou-se à disposição da nova presidência e diretoria para colaborar no que for necessário na transição bem como em outras eventualidades. O novo presidente Plínio Soares Junior e seu vice Shaady Cury Junior também enfatizaram a necessidade de união em prol da FPH, entidade maior do hipismo brasileiro. Fonte: FPH

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Vitor Oliva contrata Daniel Pinto

A Coudelaria Ilha Verde, de propriedade de José Vitor Oliva, contratou o cavaleiro olímpico português Daniel Pinto por um período de 5 anos com o objetivo de colocar um dos cavaleiros da coudelaria nas Olimpíadas de 2016. Ao mesmo tempo, o garanhão Lusitano Xamã do TOP irá ser preparado na Academia de Dressage, em Portugal. O trabalho deverá ser desenvolvido nos dois países, Brasil e Portugal.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Hora de Evoluir

Nesse ultimo final de semana, durante o Campeonato Paulista de Amazonas, um episódio me fez pensar um pouco nos rumos do hipismo brasileiro. Estive durante o mês de julho na Europa, onde assisti a vários concursos, desde um pequeno concurso três estrelas até Aachen e o Global Tour em Chantilly. Por que o hipismo lá é tão mais avançado? Esta é a pergunta que sempre fazemos.

O Brasil vive um boom do esporte, nunca tivemos tantos concursos. Houve um grande crescimento do número de cavaleiros e amazonas, a importação de cavalos aumentou e, no entanto, os concursos sofrem por falta de organização. O patrocínio é escasso e os concursos precisam se financiar, quase que exclusivamente, através das inscrições. Por quê?

Tive a oportunidade de promover uma temporada de quatro semanas de concursos, o Atlantic Tour na Comporta em Portugal, da concepção à execução. Um "business-plan" foi apresentado aos patrocinadores e aos investidores. Era uma proposta de longo prazo. Sabíamos que no primeiro ano não haveria resultado, mas apostamos no projeto. Este concurso foi um dos que mais cresceu na Europa, nos últimos anos. Hoje dá lucro, aos patrocinadores inclusive, que atuaram como parceiros investidores.

A verdade é que é muito mais fácil organizar um concurso pela FEI do que pela CBH. Não apenas mais fácil, mas também mais barato. A quantidade de regras e taxas impostas pelas federações e pela nossa confederação é descabida. O resultado é contra o esporte. Existe uma quantidade de pequenas regras bobas, com interpretações radicais, que a FEI já deixou pra traz, que nossos juízes insistem em nos impor. O meu episódio no Paulista de Amazonas é um exemplo.

Comprei na Europa uma casaca azul Royal, mas não me permitiram usá-la. Ao conferir o regulamento da CBH - copiado do da FEI - constatei que o texto recomenda aos participantes o uso de "casaca vermelha, preta, azul marinho ou cinza, culote branco ou bege claro, capacete, botas pretas ou botas pretas com borda castanha..."

Ora, regulamentos esportivos são abertos a interpretações. Meredith Beerbaum, em Aachen, o templo sagrado do hipismo, montou com botas marrons. Aqui mesmo, cavaleiros se apresentam com capacetes de diversas cores.

Os fabricantes de material esportivo, gastam milhões de reais para desenvolver um produto e , sem dúvida, querem se destacar entre os demais. Assim fez o fabricante de materiais esportivos GPA, quando inroduziu os novos modelos de capacetes ha dez anos.

Inicialmente ninguém gostou, todos os achavam feios, mas hoje tem a maior participação do mercado. O sucesso se reverte para o esporte, já que a GPA é hoje um grande patrocinador dos concursos. Quem nos dera uma grande empresa, como a Nike, quisesse fazer roupas para o hipismo. Quantos profissionais seriam patrocinados, quantos concursos receberiam ajuda?

As regras que importam - e que devem ser exemplarmente aplicadas - são as relativas às questões técnicas, como o uso de artifícios na preparação dos cavalos, as boleteiras, a inspeção de materiais de prova, como os ganchos de segurança e a qualidade do piso. Isto sim, faz diferença.

Acho que está na hora de darmos um passo na evolução do hipismo no Brasil, de deixarmos as bobagens de lado e de focarmos nos aspectos realmente importantes: focar no "Clean Sport", profissionalizar os concursos, treinar melhor nosso comissários e juízes e, principalmente, rever as taxas e facilitar a vida dos possíveis patrocinadores.

Texto de Beatriz Lara Rezende

Fonte: Por Fora das Pistas

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Aachen 2011 - Luciana Diniz

Luciana Diniz em pista perfeita no GP em Aachen. E Winningmood mostrando simpatia .

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Baloubet se aposenta de vez


Baloubet du Rouet teve seu momento de vilão ao refugar em Sydney-2000. Deu a volta por cima quatro anos depois, com a medalha de ouro em Atenas-2004. Rodrigo Pessoa, principal cavaleiro do hipismo brasileiro, o chama de montaria de sua vida. Hoje, porém, o cavalo mais famoso do esporte brasileiro vive longe das pistas e afastado da função de reprodução, em que tinha o sêmen mais caro do mundo.
Em 2000 ajudou Rodrigo Pessoa a conquistar o tricampeonato da Copa do Mundo de hipismo.
Também em 2000, refugou na final de saltos dos Jogos Olímpicos de Sydney-2000, na Austrália.

Se redimiu do fracasso de Sydney-2000 e levou Pessoa ao ouro nos Jogos de Atenas-2004.

“Tudo bem retirar o Baloubet do esporte. Ele tem 21 anos [o tempo médio de vida de um cavalo é de 25 anos] agora. Mas ter tirado o cavalo da cria foi uma pena, porque ele ainda é o cavalo número um do mundo. Tem uma grande quantidade de filhos competindo. Nenhum como ele, é verdade, mas alguns muito bons”, lamenta Nelson Pessoa, pai do campeão Rodrigo e o primeiro a montar Baloubet du Rouet.

Criado desde os 5 anos no haras de Nelson e Rodrigo Pessoa em Fleurus, na Bélgica, o cavalo acabou criando uma relação afetiva com a família mais bem sucedida do hipismo brasileiro. Rodrigo Pessoa foi o segundo cavaleiro e o que mais se beneficiou da parceria. “Baloubet é um dos maiores cavalos de todos os tempos. Foi o cavalo da minha vida e ninguém aqui vai estar vivo para ver um cavalo como ele”, afirma.

Para os brasileiros, a relação com o garanhão foi do ódio ao amor. Ele foi alvo de críticas após não saltar o obstáculo na final dos Jogos Olímpicos de Sydney, na Austrália, quando Rodrigo Pessoa era um dos favoritos à medalha de ouro. A volta por cima ocorreu quatro anos depois, recuperando o título olímpico com Pessoa.

Depois de conquistas como o inédito tricampeonato da Copa do Mundo de saltos em 1998, 1999 e 2000, além GPs internacionais em Bercy, Bordeaux, Genebra, Las Vegas, Roterdã, entre outras, uma lesão encurtou a carreira de Baloubet du Rouet: ele foi retirado das competições em 2006 e foi para um centro de reprodução na Bélgica. Lá, 8 ml de seu sêmen eram vendidos a 3 mil euros (R$ 6,7 mil).

Apesar do lucro que Baloubet garantia ao seu proprietário, o empresário português Diogo Pereira Coutinho acabou com a carreira de garanhão do animal. Hoje, o cavalo vive em uma fazenda em Portugal.

Um dos filhos de Baloubet do Rouet é o cavalo Palouchin de Ligny, de 12 anos, que é montado por Rodrigo Pessoa em competições com obstáculos de 1,45 m e neste ano venceu duas provas em Wellington, nos Estados Unidos, e Valência, na Espanha. O descendente de Baloubet é a esperança de Pessoa, que tem tido problemas com lesões de seus animais.

“[Rodrigo] Está com três cavalos lastimados, só tem três cavalos saltando e não tem outra solução. Não dá para sair e comprar outras montarias, os cavalos estão caríssimos. Os de alto nível custam entre 3 e 4 milhões de euros e não apareceu um para comprar imediatamente”, afirma Nelson Pessoa.



Fonte: UOL Noticias

terça-feira, 10 de maio de 2011

Uma aula na Escola de Viena

Assista a uma apresentação da Escola Espanhola de Viena, onde é preservado o verdadeiro Dressage.