quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Carta aberta de Doda para a comunidade hípica

Primeiramente gostaria de agradecer ao Sr. Sérgio Cabral, Governador do Rio de Janeiro, pela maneira que fomos recebidos e TODO apoio que está dando ao nosso ("falo" em nome de todos os brasileiros) evento.
A idéia seria realizar dois eventos no Brasil, um em SP e outro no RJ. Desse modo, teríamos o privilégio de receber por duas semanas no Brasil, os melhores cavaleiros do mundo.
Se assim fosse, a minha idéia seria que o AOIHS realizasse clínicas no intervalo das duas semanas - sempre ministradas por um cavaleiro top.
Seria um projeto patrocinado pelo AOIHS e convidaríamos os melhores cavaleiros do Brasil em cada categoria para participar destas clínicas.
Infelizmente, com toda a mediocridade da nova diretoria da SHP, tudo foi por água abaixo. Vocês não podem imaginar a dificuldade de realizar as coisas, hoje em dia, naquela hípica. Tudo que o AOIHS trouxe de beneficio para a SHP, foi esquecido!
Enfim, peço desculpas a São Paulo e a todos aqueles que sempre me apoiaram no evento, mas garanto a todos que não faltou garra e insistência para tentar resolver este problema. Se meus cavalos ainda estivessem estabulados na SHP, tiraria todos de lá e não representarei mais este clube!
Agradeço, do fundo do meu coração, a SHB e a todos que contribuíram para que a etapa do Rio de Janeiro fosse realizada.
Garanto a todos que será um espetáculo o AOIHS no Rio de Janeiro!
O Global Champions Tour e a Eurosport estão muito entusiasmados com a mudança!
Grande abraço e nos vemos na cidade maravilhosa!
P S – A Final do GCT, edição 2010, já está confirmada também no Rio de Janeiro.

Doda

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Lusitano filia-se a WBFSH

Puro Sangue Lusitano criado no Brasil atinge o ápice da eqüinocultura mundial e é aceito pela Federação que congrega os criadores das principais raças de cavalos de hipismo do planeta


Depois de cumprir todas as etapas burocráticas, administrativas e, principalmente, esportivas, a ABPSL noticia oficialmente sua filiação à WBFSH ― World Breeding Federation for Sport Horses ―, a Federação Mundial dos Criadores de Cavalos de Esporte.
“Estamos muito satisfeitos por conseguirmos integrar esta prestigiada entidade, referência internacional no desenvolvimento da criação de cavalos atletas. Com certeza, já começaremos 2009 com excelentes perspectivas”, avalia Raul Silva, superintendente da ABPSL.
Além do status e reconhecimento conferidos à criação brasileira de Lusitanos pela aceitação junto à WBFSH, nossos conjuntos ganharão a oportunidade de disputar os fortíssimos Campeonatos Mundiais de Cavalos Novos de 5, 6 e 7 anos organizados pela Federação em território europeu. Todos os PSLs registrados no Brasil, competidores de concursos internacionais, também participarão dos rankings de animais e garanhões formatados pela instituição.
Para aqueles que desejam saber mais um pouco sobre a importância da WBFSH no contexto do hipismo mundial e da eqüinocultura voltada para o esporte de alta performance, o site www.wbfsh.org contém todas as informações relevantes sobre mais esta grande conquista do Puro Sangue Lusitano nacional.

Fonte: Bureau Comunicação

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Vitor Teixeira e Cesar Almeida na final do Mundial em Las Vegas

O cavaleiro olímpico Vítor Alves Teixeira será o representante brasileiro na grande final da Copa do Mundo de Saltos que será disputada em abril, em Las Vegas, nos Estados Unidos.
O ginete garantiu a classificação ao vencer a última classificatória para a competição na tarde da última sexta-feira, 28/11, na Sociedade Hípica Brasileira, na Lagoa. O brasileiro também garantiu o título da Liga Sul-Americana, edição 2008.
Montando Yuri Climber Itapuã, ele foi o mais rápido no desempate da prova com obstáculos a 1,50m, com o tempo de 37s72 e uma falta. O segundo posto ficou para o César Almeida no dorso de Kauana Shalon Pacino, com o tempo de 37s92, também com uma falta. O conjunto Francisco José Musa/Premiére Chantre 6 ficou com a terceira colocação com o tempo de 38s41 e uma falta.
"Estou muito feliz em ter a chance de representar o Brasil nos Estados Unidos. Foram sete seletivas, só participei das etapas brasileiras, já que podia contar com três descartes e tive a sorte de ir bem em todas. Agora pretendo ir para a Europa para traçar um plano de treinamento para o meu cavalo e buscar uma boa colocação nesta grande final", disse Vítor, nove vezes campão brasileiro, categoria sênior top.
Na primeira passagem, os 22 conjuntos inscritos para a prova tinham 69 segundos para saltar os 12 obstáculos do percurso traçado pela course designer Marina Azevedo. Deles, apenas cinco conseguiram não cometer infrações e passar ao desempate. Desta vez, com o tempo concedido de 42 segundos, os conjuntos tentariam saltar sete obstáculos sem cometer faltas, no menor tempo. Devido ao alto grau de dificuldade, nenhum conjunto zerou. Vitor Alves Teixeira foi o mais rápido com apenas uma penalidade.
É interessante lembrar - que como aconteceu nos outros GP's W disputados no Brasil - a dimensão da pista Roberto Marinho da SHB foi reduzida para 70 x 30 m. Ou seja, somente utilizou-se o retângulo formado pela lateral da pista e, como "altura" do mesmo, a distância (30 m) que iniciava-se na "entrada" da pista e terminava antes do Júri de Campo (ou seja, antes do obstáculo "rio").
"Uma prova com essas dimensões exige muito do cavalo e do cavaleiro. Foi uma pista muito difícil, decidida nos detalhes e estou muito satisfeito com o rendimento da minha montaria. Para se ter noção do grau de dificuldade desta prova basta ver que nenhum conjunto conseguiu zerar no desempate", completou.

Fonte: PFDP

Carta Aberta do Pres. da FEERJ, Pedro Valente

PRÊMIO ou CASTIGO ?

Como dirigente do Hipismo, é meu dever esclarecer à comunidade hípica o que
se segue:
Tenho a maior admiração pelos relevantes serviços que o PFDP presta ao nosso
esporte, mas não podemos comemorar, a bem da verdade e pelo bem do
hipismo nacional, a “reversão” no corte de verba da CBH pelo COB.
Não foram revertidos R$ 300.000,00 e sim R$91.500,00. Esclareço: a verba do
hipismo em 2008 era de R$ 1.708.500,00 e passou para R$ 1.800.000,00 em
2009. Os R$ 300.000,00 dos quais se fala correspondem à diferença entre a
verba de 2008 e a estimativa para 2009, que era de R$ 1.500.000,00 ( ridícula!).
E mais: a Lei Piva disponibilizou recursos superiores aos que o COB estimava
para 2009; assim, só para se ter uma idéia, a Confederação de Badminton teve
aumento de 40,5%, a de Esportes na Neve de 110,7%, a de Hóquei na Grama &
Indoor de 40,5%, a de Levantamento de Peso de 40,5%, a de Taekwondo de
75,6%, a de Tiro Esportivo de 40,5% e assim por diante.

A verdade é que atualmente, atrás do Atletismo, Esportes Aquáticos, Ginástica,
Handebol, Judô, Vela & Motor e Vôlei, o Hipismo, esporte de altíssimo
investimento, 3 vezes Campeão do Mundo, Penta Campeão Pan Americano e
campeão Olímpico recentemente, além de ocupar a 7ª posição na divisão de
recursos, pior: ocupa a 24ª posição ( são 28 Confederações olímpicas) no
porcentual de aumento. Efetivamente apenas 5,4%, um dos mais baixos
aumentos para 2009, só perdendo para 3 ou 4 modalidades de menor expressão
ou em franca decadência.

É necessária muita falta de prestígio, falta de gestão política ou acomodação
dos dirigentes em exercício para ter aceito tal situação.
Portanto sugiro ao novo Presidente da CBH, que ainda não tomou posse - a
quem me solidarizei desde a 1ª hora nestas eleições – e que herdou tal
situação, que não a festeje e mesmo tente de algum modo revertê-la, sob pena
de recair injustamente, em futuro próximo, sobre seus ombros a
responsabilidade das conseqüências.

PEDRO VALENTE
Presidente da Federação Eqüestre do Estado do Rio de Janeiro


* Fonte de dados – O GLOBO 4/12/ 2008

"O DOPING É COMO A MÁFIA"

Odiado por muitos atletas e dirigentes, o advogado canadense Richard Pound diz que não sente saudade de seu antigo trabalho - no início do ano deixou a presidência da Agência Mundial Antidoping (Wada, na sigla em inglês), entidade que ajudou a criar e comandava desde 1999. Mas não se vê fora da briga quando o assunto é o uso de substâncias proibidas.
Pound afirmou, em entrevista ao jornal alemão Der Spiegel, que a disseminação do doping pelo mundo usa estrutura semelhante à da máfia. Deve, por isso, ser combatida da mesma maneira. "O doping é como a máfia. Precisamos da colaboração da polícia e dos promotores. Nossas armas são muito limitadas: nós só podemos testar urinas e sangue. Os investigadores podem ler e-mails, grampear telefones, um arsenal maior do que uma amostra de xixi."
O dirigente também faz um alerta: o doping genético não é ficção. "Já sabemos que existem testes, por isso temos que tratar o assunto seriamente. Uma coisa é certa: quando o doping genético for possível, o uso de esteróides anabolizantes será tão moderno quanto pinturas pré-históricas."
Segundo Pound, "o mundo de quem se dopa é um mundo de doentes". Para corroborar sua tese, contou a história de um cientista da Escola de Medicina da Pensilvânia, nos EUA. "Lee Sweeney conseguiu aumentar em 35% a massa muscular de um rato graças à engenharia genética. Metade dos e-mails que recebe é de atletas dizendo: "Tente isso comigo". Sweeney responde que não sabe como o corpo humano reagiria a tal intervenção. Mas os atletas pedem: "Tudo bem, faça o teste".
Ex-nadador, Pound tem hoje 66 anos. Nos jogos de Roma, em 1960, foi o 6º colocado nos 100m livre - o brasileiro Manoel dos Santos ficou com o bronze.
Membro do Comitê Olímpico Internacional desde 1978, diz que despertou para o doping em 1988, nos Jogos de Seul. "Foi quando, pela primeira vez, estive frente a frente com um atleta acusado de trapacear. Foi meu compatriota Ben Johnson, que tinha acabado de vencer os 100m rasos com um recorde mundial."


fonte: O Estado de São Paulo

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Luiz Roberto Giugni é o novo presidente da CBH


Luiz Roberto Giugni é o novo presidente da Confederação Brasileira de Hipismo. O presidente da
Federação Paulista de Hipismo (2006 e 2007) foi aclamado por unanimidade na Assembléia realizada na
manhã desta segunda-feira, 17/11, na sede da entidade, no Rio de Janeiro. Luiz Roberto tomará posse
no dia 1º de janeiro de 2009 e sua gestão terá duração de quatro anos.
Desde os 10 anos de idade envolvido no meio hípico, o novo presidente comandará o próximo ciclo
olímpico e terá como desafios o Mundial de 2010, o Pan-Americano de 2011 e as Olimpíadas de 2012.
Ao todo, 18 das 20 Federações (faltaram Sergipe e Brasília) compareceram à Assembléia e votação
transcorreu em clima de tranquilidade culminando na eleição unânime e por aclamação de Luiz
Roberto e do novo vice-presidente Guilherme Saraiva, que deixa o cargo de presidente da Federação
Eqüestre do Pernambuco.
“Pela primeira vez, a CBH terá uma gestão com um ciclo olímpico completo e isso é muito importante,
já que as anteriores tinham a duração de apenas dois anos. Ano que vem será de preparação para o
Mundial de Kentucky, que englobará todas as modalidades olímpicas e não olímpicas. Em 2011 tem o
Pan de Guadalajara e em 2012 os Jogos Olímpicos. Teremos muito trabalho pela frente!”, prevê Giugni,
cirurgião dentista, ex-presidente da FPH e diretor do Clube de Campo São Paulo.
“Esta eleição foi marcada pelo consenso e o meu trabalho será de paz entre as federações e cavaleiros.
Vou olhar com atenção para todas as modalidades eqüestres, além de dar continuidade aos trabalhos
feitos pelo Manfredi”, acrescentou o novo presidente.
"Eu e o Guilherme Saraiva nos comprometemos a fazer uma parceria forte para atender a todas as
Federações e a CBH, na medida do possível, sempre estar presente nos principais concursos do país.
Nossa meta é dar suporte a todas as Federações, também priorizando as menos favorecidas",
completou Luiz Roberto.
Maurício Manfredi, atual presidente da CBH, desejou boa sorte ao novo dirigente. “Desejo sorte ao novo
presidente e acredito que ele realizará um belo trabalho. Desde já me coloco à disposição para ajudar
no que for preciso, ele terá o meu apoio irrestrito”, disse Manfredi.


Country Press com a fonte: Presscom Comunicação

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Enduro brasileiro proibido de participar do Mundial

O enduro brasileiro recebeu na tarde desta quinta-feira uma notícia nada agradável para o esporte: a impossibilidade de participação dos conjuntos brasileiros no Campeonato Mundial da Malásia 2008.
Foi com pesar que o Diretor de Enduro Eqüestre da Confederação Brasileira de Hipismo, Olavo Maciel, divulgou a notícia cancelando definitivamente a ida dos brasileiros para Malásia.
Muitas foram às esperanças e expectativas de bons resultados neste Mundial. Grande também era o favoritismo que o Brasil apresentava perante os outros concorrentes, e isso, segundo declarações estrangeiras.
Nunca, o Brasil participou de um Mundial com uma equipe tão completa, tão profissional, tão capaz! Podendo contar, ainda, com conjuntos reserva, também excepcionais.Seria realmente uma participação marcante. Mesmo que o Brasil não garantisse uma medalha sequer, certamente daria muito trabalho aos conjuntos participantes e nas trilhas da tropical Malásia.
Mas foi uma doença chamada Mormo, da Resolução SAA 44, divulgada no dia 08 de Setembro de 2008, que levou o Brasil a passar por todas as dificuldades de transporte dos cavalos brasileiros, uma vez que fica proibida a entrada e saída de animais do país por seis meses.
Todos os esforços foram feitos, todas as possibilidades esgotadas e mesmo a derradeira opção de fazer viagem pela Argentina foi em vão, já que não haveria tempo ideal para isso.
Ficam agora as metas focadas para os Jogos Eqüestres de Kentucky em 2010, nos Estados Unidos. Que o Brasil possa brilhar e mostrar todo o seu potencial em Kentucky no dia 26 de Setembro, já que para este mundial da Malásia ficou com frustação de ser vetado.

Acompanhe as palavras finais de Silvio Cesarino, Técnico da Equipe Brasileira:
O que impossibilitou a ida dos Cavalos Brasileiros para Malásia? Quais foram às dificuldades?

A principal barreira foi o MORMO e a segunda foi a logística, já que União Européia proibiu a passagem de cavalos brasileiros por lá saindo de SP. E só há vôos para cavalos saindo de São Paulo para a UE.

A ida pelos EUA foi cancelada quando vocês tiveram uma confirmação da Europa para passar com os cavalos por lá, correto? Porque a Europa voltou atrás na decisão?

A passagem pelos EUA sacrificaria muito os cavalos, uma vez que eles teriam que ficar 7 dias em quarentena, em Los Angeles, “incomunicáveis” para os peões Brasileiros e em baias minúsculas. A Europa resolveu, então, que se os cavalos saíssem do Rio de Janeiro poderiam passar por lá. Contratamos então um vôo do Rio de Janeiro para São Paulo e de SP para EU. Depois de muita luta, a EU não autorizou este percurso já que o mesmo passava por São Paulo.

Qual a diferença de situação dos cavalos de enduro saírem para ida à Malásia e os cavalos do evento da Athina Onassis?

Oficialmente é que eles fizeram na Hípica Paulista uma quarentena, e neste local não haveria contato físico entre os cavalos Europeus e os Brasileiros, mas em minha opinião o interesse financeiro também foi importante.

Qual sua palavra final da não participação dos brasileiros no Mundial?

Desculpo-me com todos os enduristas. Nossa equipe é realmente muito forte, o que nos causa ainda mais frustração. Mas tenho a consciência tranqüila de que lutamos, juntamente com o Cassiano, Olavo, Henrique e Gerson.A última tentativa foi irmos pela Argentina, mas a FEI (Federação Eqüestre Internacional) nos desencorajou, já que não haveria mais tempo. Enfim, acho que os concorrentes devem estar festejando com esta notícia....

Fonte: Endurance Brasil

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

O Cavalo e os Diamantes

Um jovem recebeu do rei a tarefa de levar uma mensagem e alguns diamantes a um outro rei de uma terra distante. Recebeu também o melhor cavalo do reino para levá-lo na jornada.
No dia viagem o soberano ao se despedir disse-lhe:
- Cuida do mais importante e cumprirás a missão!
Assim, o jovem preparou o seu alforje, escondeu a mensagem na bainha da calça e colocou as pedras numa bolsa de couro amarrada à cintura, sob as vestes.
Pela manhã, bem cedo, sumiu no horizonte. E não pensava sequer em falhar.Queria que todo o reino soubesse que era um nobre e valente rapaz, pronto para desposar a princesa. Aliás, esse era o seu sonho e parecia que a princesa correspondia às suas esperanças.
Para cumprir rapidamente sua tarefa, por vezes deixava a estrada e pegava atalhos que sacrificavam sua montaria. Assim, exigia o máximo do animal. Quando parava em uma estalagem, deixava o cavalo ao relento, não lhe aliviava da sela e nem da carga, tampouco se preocupava em dar-lhe de beber ou providenciar alguma ração.
Um dia alguém vendo os maus tratos do animal disse-lhe:
- Assim, meu jovem, acabarás perdendo o animal.
E ele respondeu:
- Não me importo, tenho dinheiro. Se este morrer, compro outro. Nenhuma falta fará.
Com o passar dos dias e sob tamanho esforço, o pobre animal não suportando mais os maus tratos, caiu morto na estrada. O jovem simplesmente o amaldiçoou e seguiu o caminho a pé.
Acontece que nessa parte do país havia poucas fazendas e eram muitodistantes umas das outras. Passadas algumas horas, ele se deu conta dafalta que lhe fazia o animal. Estava exausto e sedento.Já havia deixado pelo caminho toda a tralha, com exceção das pedras, pois lembrava da recomendação do rei:
- Cuide do mais importante!
Seu passo se tornou curto e lento. As paradas, freqüentes e longas. Como sabia que poderia cair a qualquer momento e temendo ser assaltado,escondeu as pedras no salto de sua bota.
Mais tarde, caiu exausto no pé da estrada, onde ficou desacordado.Para sua sorte, uma caravana de mercadores que seguia viagem para o seu reino, o encontrou e cuidou dele.
Ao recobrar os sentidos,encontrou- se de volta em sua cidade.Imediatamente foi ter com o rei para contar o que havia acontecido e com a maior desfaçatez, colocou toda a culpa do insucesso nas costas do cavalo "fraco e doente" que recebera e disse:
- Porém, majestade, conforme me recomendaste, "cuidar do maisimportante", aqui estão as pedras que me confiaste. Devolvo-as a ti, não perdi uma sequer.
O rei as recebeu de suas mãos com tristeza e o despediu, mostrando completa frieza diante de seus argumentos.
Abatido, o jovem deixou o palácio arrasado. Em casa, ao tirar a roupa suja, encontrou na bainha da calça a mensagem do rei, que dizia:
"Ao meu irmão, rei da terra do Norte. O jovem que te envio é candidato acasar com minha filha. Esta jornada é uma prova. Dei a ele alguns diamantes e um bom cavalo. Recomendei que cuidasse do mais importante. Faz-me, portanto, este grande favor e verifique o estado do cavalo. Se o animal estiver forte e viçoso, saberei que o jovem aprecia a fidelidade e força de quem o auxilia na jornada. Se porém, perder o animal e apenas guardar as pedras,não será um bom marido nem rei, pois terá olhos apenas para o tesouro do reino e não dará importância à rainha nem àqueles que o servem".

"Autor desconhecido"

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Carta Aberta de Pedro Valente a José Ribeiro de Mendonça

CARTA ABERTA DE PEDRO VALENTE A JOSÉ MENDONÇA

Rio, 8 de outubro de 2008

Prezado José Mendonça,

Tomo a liberdade de lhe escrever por dois motivos: primeiro, pelas inúmeras gentilezas e a
hospitalidade que sempre mereci de sua parte nas oportunidades em que visitei suas
extraordinárias instalações e nos concursos de que participei ao longo desses anos no seu
consagrado “Agromen”; segundo, pelos seus relevantes serviços prestados ao hipismo
nacional como incentivador, titular de haras, criador, pai de cavaleiro, patrocinador e
organizador de um dos mais importantes eventos do nosso esporte em todos os tempos.
Quero neste momento difícil, que só sabem avaliar aqueles que já realizaram e tem tradição na
trabalhosa empreitada de organizar concursos, me solidarizar com o amigo, em meu nome
pessoal e no da Federação Eqüestre do Estado do Rio de Janeiro.
Numa época em que muitos já perderam a capacidade de se indignar com as discriminações e
injustiças, atitudes como a sua, traduzidas em sua carta encaminhada ao “Por Fora das Pistas”,
de minha parte, pelo menos, só merecem respeito e elogios.
A única coisa pior do que cometer uma injustiça (às vezes podemos cometê-la por ignorância
ou violenta emoção), é aceitar uma injustiça (que só se aceita por conformismo ou covardia),
qualquer que seja o motivo. Por isto estou me solidarizando com você. Não obstante, lhe faço
um apelo: reveja a sua posição. Continue com seu fabuloso concurso. No próximo mês haverá
eleição na CBH. Tenho esperança de que desta vez elegeremos um presidente com bagagem,
que cumpra o compromisso de desenvolvimento do hipismo também dentro de nossas
fronteiras e não tão somente com nossas indispensáveis e valorosas representações no exterior
e que esta página do nosso esporte (a vergonhosa participação nestas Olimpíadas, o que está
acontecendo agora com o seu evento e também por conseqüência com o Campeonato
Brasileiro Sênior em Juiz de Fora) seja apagada.
Seria uma perda muito grande para o hipismo brasileiro que mais este “atropelamento” do
atual presidente da CBH, como você bem ressaltou, causasse tamanho dano para todos nós.

Abraço,

Pedro Valente

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Agromen adiado em virtude do Athina Onassis

O CSN Agromen é realizado anualmente, desde 1987, sempre respeitando o Calendário e as datas dos demais Concursos.
Nosso Concurso tradicionalmente é realizado na Semana da Criança, que ocorre próximo ao dia 12 de Outubro.
Em 2007, nos solicitaram a cessão desta data para a realização, em 2008, de um CSI na cidade de São Paulo. A alegação era fundamentada no fato de que não existia no Calendário da FEI outra data disponível para a realização do mesmo.
Gentilmente cedemos, e marcamos o nosso Concurso 2008 para a semana seguinte, ou seja de 15 a 19 de Outubro.
Poucos dias atrás, depois de muitas melhorias (novas cocheiras,acréscimo de novos sanitários-inclusive com chuveiros, igreja, sete novas arquibancadas cobertas, bar e lanchonete novos) e todo um ano de trabalho para organizar o CSN Agromen, fomos informados que este concurso, o mesmo que havíamos cedido nossa data tradicional, remarcara uma nova data, exatamente, no mesmo período do Concurso Agromen.
É muito difícil entender como a FEI, que anteriormente recusara esta data, agora subitamente passa a aceitá-la, literalmente atropelando nosso Concurso.
Diante do exposto, pensando nos Convidados, Ginetes, Amazonas e seus Familiares, e também por inúmeros compromissos assumidos com Patrocinadores, Selarias e Prestadores de Serviços ; COMUNICAMOS que:

O CSN AGROMEN será prorrogado para os dias 22 a 26 de Outubro, incluindo a Boate.
O LEILÃO AGROMEN será realizado na sexta feira, dia 24 de Outubro, às 20 horas.
Sensibilizados agradecemos todos aqueles que nos prestigiaram com suas inscrições e presença no Centro Hípico Agromen. Lembramos que as inscrições serão prorrogadas para o dia 17/10/08 , e aquelas já realizadas serão automaticamente prorrogadas.
Aproveitamos a oportunidade para também COMUNICAR aos amigos que nos prestigiaram durante todos esses dezoito anos, que diante deste atropelamento com a conivência da Confederação Brasileira de Hipismo , que este será o ÚLTIMO CONCURSO AGROMEN que realizaremos.

Muito obrigado a todos.

Orlândia, 08 de Outubro de 2008.

Centro Hípico Agromen

José Ribeiro de Mendonça
Presidente